quinta-feira, 26 de julho de 2018

Caravana Mamulengos do Cerrado Rumo à Floresta - 2018

Em agosto de 2018, o Mamulengo Sem Fronteiras realiza a Caravana Mamulengos do Cerrado Rumo à Floresta. Saindo de Taguatinga e acompanhados do nosso grupo parceiro Mamulengo Fuzuê, iremos percorrer mais de 10.000 km, passando pelos estados do Mato Grosso, Rondônia e Acre. Em cada pouso, realizaremos apresentações, diálogos e troca de saberes para celebrar a arte do encontro. A Caravana parte no dia 1ºde agosto e viaja até o fim do mês.

O objetivo central do projeto é difundir o Teatro de Bonecos Popular do Nordeste, tradição também chamada de Mamulengo e reconhecida como patrimônio cultural do Brasil. Além disso, a Caravana busca realizar troca de saberes entre diferentes tradições culturais, promovendo debates sociais e ambientais, que tomam como ponto de partida o bioma de cada comunidade visitada.

Saindo do Distrito Federal, região com grande concentração de brincantes mamulengueiros, a Caravana percorrerá 12 cidades e comunidades próximas a rios de grande importância para as regiões Centro-Oeste e Norte. Os espetáculos, com roteiro lúdico tradicionalmente adaptável ao público, irão abordar a preservação das matas e das águas, conectando Cerrado, Pantanal e Floresta Amazônica, através da tradição.

Essa será a 3ª edição da Caravana Mamulengos do Cerrado, que já realizou duas outras viagens, em 2015 e 2016. O projeto conta com financiamento do Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Cultura do Governo do Distrito Federal.



HISTÓRICO DA CARAVANA

Caravana Mamulengos do Cerrado (2015)
A primeira Caravana aconteceu em setembro de 2015, quando os grupos Mamulengo Sem Fronteiras e Mamulengo Fuzuê partiram do Mercado Sul de Taguatinga (DF), o Beco da Cultura, rumo ao interior de Minas Gerais, Goiás e Tocantins. Percorrendo quase 4.000 km, a Caravana Mamulengos do Cerrado passou por 12 cidades e povoados, realizando apresentações em feiras e praças. Além de alegria e encantamento, o projeto intermediou diálogos entre a tradição mamulengueira e as culturas tradicionais de cada comunidade.

Caravana Mamulengos do Cerrado Rumo à Caatinga (2016)
Em 2016, a segunda caravana levou o Mamulengo Sem Fronteiras a buscar a raiz da tradição que o abençoa: o Nordeste do Brasil. Saindo de Taguatinga (DF), o grupo percorreu mais de 8.000 km, em um mês de apresentações e vivências com mestres bonequeiros do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. Uma viagem coletiva, que comemorou os 20 anos de Mamulengo Sem Fronteiras. O projeto realizou ainda apresentações e encontros da Rede Brasileira de Teatro de Rua.


PROGRAMAÇÃO

Mato Grosso

Tangará da Serra – 01 a 05 de agosto
Santo Antônio de Leveger – 08 e 09 de agosto
Cuiabá – 06 e 07 de agosto
Poconé – 10 e 11 e agosto

Rondônia
Vilhena – 13 e 14 de agosto
Ji-Paraná – 15 e 16 de agosto
Ariquemes – 17 e 18 de agosto
Porto Velho – 19 e 20 de agosto

Acre
Rio Branco – 21 de agosto
Senador Guiomard – 22 de agosto
Plácido de Castro – 23 de agosto
Bujari – 24 de agosto
 

SERVIÇO
Caravana Mamulengos do Cerrado Rumo à Floresta


Classificação indicativa: Livre
Entrada: Franca
Informações: 61 9.8425.7233
Acompanhe nas redes: f/mamulengosemfronteiras.bonecos 

segunda-feira, 9 de julho de 2018

22° Festival Espetacular de Teatro de Bonecos acontece em Curitiba


Acontece entre os dias 9 e 15 de julho a 22ª edição do Festival Espetacular de Teatro Bonecos, que traz ao público peças teatrais, exposições e oficinas. Vinte e nove companhias apresentam atrações para adultos e crianças. No domingo, dia 8, haverá um cortejo de bonecos na feira do Largo da Ordem. 

Um dos destaques do festival é o grupo mineiro Pigmalião – Escultura que se mexe, que encena a premiada “Mordaz”, peça que utiliza máscaras e marionetes para discutir relações de poder. O grupo também fará oficinas para a construção de bonecos. 

No salão de exposição do Teatro Guaíra haverá apresentações de teatro em miniatura durante toda a semana, além de uma mostra com o acervo de Miguel Krigsner, fundador do Grupo Boticário e idealizador do personagem Dr. Botica. 

Na terça-feira, dia 10, o festival homenageia os 30 anos do espetáculo infantil “Maria das Cores e seus amores”, da bonequeira Olga Romero. Haverá ainda uma sessão especial para as crianças do Hospital Pequeno Príncipe. 

Em sua terceira participação o grupo  mamulengo Sem Fronteiras de Brasília trás para o festival o espetáculo  As aventuras de Baltazar no Reino dos Mamulengos, que contam a historia das terras de são sarué, onde tudo que se imaginam  nas terras pode  acontecer.


O Festival Espetacular de Teatro Bonecos é uma iniciativa do Centro Cultural Teatro Guaíra em parceria com a Associação Paranaense de Teatro de Bonecos. 



Serviço:
22º Festival Espetacular de Teatro de Bonecos
As apresentações ocorrem pela manhã, tarde e noite no salão de exposição e no miniauditório do Teatro Guaíra, Teatro Zé Maria Santos, Biblioteca Pública e Teatro de Bonecos Dr. Botica. 
A programação completa está disponível no site do Teatro Guaíra.
Os ingressos custam R$10
https://issuu.com/teatroguaira/docs/revista-22ofetb-web

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Mamulengo de RAPente 2018

O projeto Mamulengo de RAPente está de volta à cena da cidade, esquentando o inverno com a união calorosa entre o RAP, o Mamulengo e o Rapente. Durante o mês de julho de 2018, o festival passará por Taguatinga, Ceilândia e Samambaia, realizando rodas de prosa, oficinas e apresentações com diversos artistas. Sempre com entrada franca e livre para todos os públicos.
Essa é 3ª edição do Mamulengo de RAPente, que propõe integrar essas três linguagens fortemente presentes na cultura brasileira, artes latentes da nossa gente, unindo diferentes brasis e gerações. São manifestações de origens distintas, que possuem singularidades conectadas pelo jogo de palavras, musicalidade, improviso e abordagens de crítica social.
No Mamulengo, do Nordeste para o mundo, bonecos ganham vida em enredos tradicionais que se refazem diante de cada público, costurados pelas canções dos músicos brincantes. No Rapente, a astúcia, a métrica, o fantástico e a poesia desafiam cantadores e público pelo ser[tão] de todo o mundo. No Rap, a rima, o beat, o manifesto e a voz das periferias ecoam realidades e sonhos de um Brasil que emana transformação.

TAGUATINGA
Edição especial na 53ª Ecofeira do Mercado Sul07 de julho (sábado)
Mercado Sul de Taguatinga – QSB 12/13
14h: Oficina de Rap – Rapadura Xique-Chico
14h: Oficina de Xilogravura – Bruno Matos
14h: Oficina de Confecção de Bonecos de Mamulengo – Algodão e Miguel Mariano
16h: Roda de Prosa Cultura Popular e Urbana: “Ocupação e utilização de espaços públicos e comunitários”
18h: Mamulengo Sem Fronteiras: As aventuras de Baltazar no Reino dos Mamulengos
20h: Chico de Assis e João Santana
21h: Show Encontros: Thabata, Mamulengo Fuzuê, Chico de Assis e João Santana
22h: Rapadura Xique-Chico
Durante toda a programação: feirinha de artesanato, alimentação, trocas e produtos com princípios ecológicos e solidários

CEILÂNDIA
Apresentações Culturais e Roda de Prosa
22 de julho (domingo)
Casa do Cantador – QNN 32, Ceilândia Sul
17h: Roda de Prosa Cultura Popular e Urbana: “Ceilândia – identidade cultural e resistência”
18h: Chico de Assis e João Santana
19h: Mamulengo Fuzuê
20h: Markão Aborígine – lançamento do CD “Atemporal: o álbum do fim”
21h: Show Encontros: Rafinha Bravoz, Mamulengo Fuzuê e Chico de Assis e João Santana
22h: Dj Palito (residente Sarau-VA)
** Intervenção poética do Sarau-VA durante toda a programação
Oficinas
20 de julho (sexta-feira)
De 18h às 22h
Jovem de Expressão – EQNM 18/20, Praça do Cidadão, Ceilândia Norte
Rap – Rafinha Bravoz
Grafite – Guga Isaías
Repente – Donzílio Luiz
Brincando Mamulengo: Manipulação de Bonecos – Thiago Francisco (Mamulengo Fuzuê)

SAMAMBAIA
Apresentações Culturais e Roda de Prosa
28 de julho (sábado)
Praça do Pastel – QS 406, Samambaia Norte
16h: Roda de Prosa Cultura Popular e Urbana: “Das batalhas de poesia à batalha por direitos”
17h: Pegada Black
18h: Batalha de Rimas
19h20: Donzílio Luiz e Valdenor de Almeida
20h: Rafinha Bravoz e VeiOeste
20h40: Mamulengo Presepada
22h: Final da Batalha de Rimas
21h20: Show Encontros: Lília Diniz, Mamulengo Fuzuê e Markão Aborígine
Oficinas
De 16h às 21h
Espaço Imaginário Cultural
QR 103, Conjunto 5, Samambaia Sul
25/07: Poesia Marginal – Markão Aborígine
25/07: Na rima da vida: Iniciação à poesia – Lília Diniz
27/07:  Mamulengos, historias e Brincadeiras: Manipulação de Bonecos – Walter Cedro -Mamulengo Sem Fronteiras 


segunda-feira, 18 de junho de 2018

Semana "Gente como a gente"

Semana "Gente como a gente" da empresa Votorantim Regional Brasília, de 19 a 21 de Junho, Unidade Sobradinho
19/06 Espetáculo "As aventuras de Baltazar no Reino dos Mamulengos" - Mamulengo Sem Fronteiras
20/06 - Espetáculo "Exemplos de Bastião" - Mamulengo Sem Fronteiras





segunda-feira, 11 de junho de 2018

6° Festival Cultural no Gama




Começa dia 13/06 o 6° Festival Cultural,serão 21 apresentações artísticas com entrada franca, no Espaço Cultural Bagagem, Q. 40 lote 16 Setor Central Gama. Este projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do DF.
Programação: 
13/06
10:30 - Espetáculo: Domadora de bicicleta
Marmotagem & Cia Clowtêmporaneo, 
15:00- Espetáculo: Abençoado e Bendizido
MAMULENGO FUZUÊ 
14/05
10:30 - Espetáculo: “Exemplos de Bastião”
Mamulengo Sem Fronteiras 

15:00 - Espetáculo: A flor do Sertão
Cidade dos Bonecos 
15/06
10:30 - Espetáculo: Trapa mágicas
Um ato produção artística. 
15:00- Espetáculo: Inesperável Público
Cia. Concertina 
19:00- Espetáculo: O Romance do Vaqueiro Benedito
Grupo de Teatro Mamulengo Presepada
16/06
17:00-Espetáculo: Inka Clown Show 
Cia. Circo Rebote 
19:00- Espetáculo: Santo Ciço
Cia de Teatro H2O
17/06
10:30 - Espetáculo: Contos para acordar   
Bagagem Cia de Bonecos 
18/06
15:00 -Espetáculo: O Segredo
Cia Burlesca 
19/06
10:30- Espetáculo: Os Palhaços Vendilhões
MultiCultural 
15:00- Espetáculo: A natureza da Gente 
Mamulengo Cagaita 
20/06
10:00- Espetáculo: O Menino Feio
Cias de Teatro Caricaturas 
15:00- Espetáculo: Hoje tem espetáculo? Tem Sim Senhor!
Circo Boneco e Riso 
21/06
15h- Espetáculo: O Conto do Baú
Cia Expressão de Arena 
22/06
15:00-Espetáculo: O Macaco e a Velha 
Mistura Íntima
19:00- Espetáculo: Crônico Cômico 
Claudio Falcão
23/06
17:00- Espetáculo: Simbora Menino 
Grupo: Tumba La Catumba 
19:00- Espetáculo: {Entre} Cravos & Lírios 
Grupo, BR SA Coletivo de Artistas.
24/06 
10:30h- Espetáculo: Tramoias para enganar a morte 
Voar teatro de bonecos

sábado, 9 de junho de 2018

Secretaria de Cultura lança FAC Regionalizado 2018

Nesta sexta-feira (8), às 19h, a Secretaria de Cultura realizou, no Foyer da Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Claudio Santoro, a cerimônia de lançamento do edital Regionalizado do Fundo de Apoio à Cultura (FAC). 

Esta é a terceira edição do edital, um marco da democratização do Fundo de Apoio à Cultura, fazendo com que regiões que nunca participaram pudessem ter projetos aprovados. Nesta nova edição serão R$ 8,04 milhões para 121 novos projetos. Em três anos do edital, foram quase R$ 23 milhões investidos para a descentralização de atividades culturais para a população.

Na cerimônia, após apresentação do grupo de teatro de bonecos Mamulengo Sem Fronteiras, acompanhado de um trio de forró, o governador Rodrigo Rollemberg expressou felicidade com mais um compromisso cumprido com a comunidade cultural e afirmou a importância da regionalização e desburocratização no acesso aos recursos do FAC. “Essa é uma mudança extremamente significativa, deixando claro a importância da cultura como instrumento de transformação da cidade.”

O secretário de Cultura, Guilherme Reis, destacou que o FAC é o maior e mais democrático Fundo de Apoio à Cultura do país. Para o poeta Luiz Vitelli, do Conselho de Cultura do DF, antes dos editais regionalizados havia dificuldades para o fazedor de cultura da periferia acessar os recursos do fundo. “Quando o estado nos oferece sempre será pouco, mas há de se reconhecer que houveram muitos avanços”, afirma.

A líder espiritual do candomblé brasiliense e conselheira regional de cultura do Lago Norte, Mãe Baiana, defendeu que a regionalização do FAC é um passo importante rumo à valorização das Regiões Administrativas.” A ideia de regionalizar o FAC não poderia ter sido diferente porque nós, temos de valorizar o nosso povo, cada grupo, cultura. Precisamos valorizar o nosso chão: o chão do Paranoá, de Sobradinho, de Taguatinha, e todas as RAs e seu povo.”

Os projetos inscritos poderão propor quaisquer formatos, atividades ou ações, contemplando as diversas etapas da cadeia produtiva em qualquer área cultural, tais como Artes Visuais e Fotografia; Artesanato; Audiovisual; Cultura digital; Manifestações Circenses; Cultura Popular; Dança; Design e Moda; Gestão, pesquisa, difusão e capacitação nas áreas artística e cultural; Literatura; Música; Ópera e Musical; Patrimônio histórico e artístico, Teatro, entre outras.

Com o objetivo de descentralizar a execução dos projetos e democratizar o acesso aos recursos disponibilizados pelo Fundo, promovendo o intercâmbio e a difusão cultural nas regiões do Distrito Federal, os projetos deverão ser realizados em oito macrorregiões que contemplam as seguintes Regiões Administrativas:

Gama; Santa Maria; Park Way (apenas projetos para a Vila Cauhy,  Vargem Bonita, Coqueiros e Córrego da Onça); Núcleo Bandeirante, Candangolândia, Cruzeiro, Vila Telebrasília; Vila Planalto; Taguatinga; Águas Claras; Vicente Pires; Guará; Recanto das Emas; Riacho Fundo I; Riacho Fundo II; Planaltina; Fercal; Sobradinho I; Sobradinho II; Itapoã; Varjão; Paranoá; São Sebastião; Jardim Botânico; Estrutural; Brazlândia; S.I.A; Samambaia e Ceilândia.




quinta-feira, 7 de junho de 2018

Lançamento do Edital FAC Regionalizado

Sexta dia 08/06 as 19hs no Foyer da Sala Villa- Lobos do Teatro nacional Claudio Santoro. levem toda a Família ,Entrada Franca...



quinta-feira, 31 de maio de 2018

90º Feira do Troca , de Olhos D’Água -GO

Vem aí  a  90º Feira do Troca , o evento mais tradicional de Olhos D’Água. 

Será realizada nos dias 01,02 e 03 de junho a 90º edição da Feira do Troca de Olhos D’Água, Distrito de Alexânia (GO), a 100km de Brasília. A tradicional feira que segue o costume de ser realizada duas vezes por ano, desde 1974, recebe cerca de 8 mil visitantes por edição e é de grande importância para o distrito, pois movimenta a região culturalmente e economicamente.

História da Feira

A partir da observação do costume local de Olhos D’Água,  de utilizar o escambo como forma de comercialização, a professora Laís Aderne, em 1974, criou a feira do troca, realizando um evento onde onde se trocavam roupas, e utensílios domésticos usados, trazidos pelos visitantes de cidades vizinhas, por produtos do vilarejo.
com a globalização foi se perdendo um pouco da troca, porém ainda existe a tradição da troca justa, onde a satisfação e entendimento entre ambas as partes falam mais alto. Nos dias de hoje a Feira do Troca se consolidou como um grande evento cultural e turístico, que apresenta ao público atrações musicais, danças tradicionais e especiarias da gastronomia local, além de diversas barracas, onde se comercializam desde artesanato até eletrônicos usados em bom estado de conservação.
A feira sempre levou  apresentações de todos os estilos, esse ano está cheia de novidades e antigos parceiro como o grupo residente em olhos D´água Mamulengo Sem Fronteiras,que mora em  um pedaço de paraíso chamado Terras de São Sarué  as margens do rio galinha, venham e tragam toda a sua Família e boa trocas....
Programação..



sexta-feira, 25 de maio de 2018

25ª Ação Global -Itapoã -DF

 25ª Ação Global. Será em 26 de maio no Itapoã, das 9h às 16h. O tema deste ano é Educar para Transformar e a programação terá dezenas de serviços gratuitos. A unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Itapoã (Quadra 202, Bairro Del Lago) sediará as atividades culturais como apresentação do grupo  Mamulengo Sem Fronteiras e muito mais,,A Ação Global ocorrerá simultaneamente em 27 unidades da Federação, buscando garantir direitos básicos a uma parcela desassistida da população. Dados do estudo Brasília Metropolitana (2015), da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), mostram que a população estimada no Itapoã é de 67.238 habitantes. A renda per capita mensal média dos moradores está entre as mais baixas do Distrito Federal.
Foto Davi Melo.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Grupos de teatro fortalecem a criação autoral da cidade

Grupos de teatro fortalecem a criação autoral da cidade

Companhias teatrais se espalham com produções próprias por diversas regiões do Distrito
Federal
Reconhecido por ser, em sua essência, uma arte coletiva, o teatro transita entre diferentes estéticas e formas de se expressar. Entre as inúmeras possibilidades, o trabalho se mistura entre a produção de grandes companhias, montagens individuais, seleções de elenco e o teatro de grupo, gênero que se fortaleceu e conquistou grande espaço na capital.
A organização formada por um núcleo de artistas que se unem em prol de um mesmo projeto estético e ideológico transformou-se na principal força motora da criação cênica em Brasília. Os grupos ganham espaço entre as salas de espetáculo, mostras e festivais, além de movimentar a cultura em regiões menos centrais.

Grande parte das produções é autoral e criada a partir da autoprodução, com divisão interna dos trabalhos como o de escrita, montagem, iluminação e interpretação. Grupos como o H2O, do Recanto das Emas, tomam para si a responsabilidade de fomentar a produção cultural.

Além de criar espetáculos próprios e transformar espaços da região em movimentados palcos e pontos de cultura, o H2O organiza o  Festival Nacional de Teatro de Bolso do DF.

Ator e produtor do grupo, Kacus Martins conta que a ideia é atrair um público maior e mais diverso para as cidades-satélites. Para o grupo, isso representa a autonomia criativa das cidades que estão na periferia de Brasília e dos teatros de bolso.

O festival foi criado para fortalecer e valorizar a produção teatral das RAs, feita, essencialmente, pelos grupos locais. “Queremos trabalhar na comunidade, oferecer oficinas gratuitas para formar novos artistas e aproveitar sempre a mão de obra da comunidade nos espetáculos como, por exemplo, costureiras, pintores, artistas plásticos e carpinteiros”, destaca o diretor.

 “Nesses lugares, moradores, escolas e outras linguagens artísticas se integram, transformando as sedes em espaço público e comunitário”, afirma.

Convidados nacionais

É o caso do Espaço Semente, sede da cia. de teatro homônima, no Gama, que iniciou os trabalhos em 2007. Além da rica produção teatral, como a recente montagem de Macunaíma, que se estendeu por diferentes temporadas no DF, o grupo tem o  próprio festival, convidando espetáculos da Bahia e de Goiás.

“Quando a centralização cultural é muito forte, aqueles que estão à margem, nas periferias, ficam sem voz, por isso a iniciativa desses grupos é tão importante”, destaca Valdeci Moreira, diretor e um dos criadores do Semente.

Luciano Czar, diretor e um dos fundadores da trupe Por um fio, que surgiu em 2009 em Planaltina, conta que percebeu um aumento de espectadores de outras regiões com o crescimento dos trabalhos da companhia. “Vejo muita gente saindo do Plano Piloto e de outros lugares para assistir aos espetáculos aqui em Planaltina e isso é muito bom. Aqui no DF quase todo o trabalho é produzido pelos grupos”, destaca.

Diversidade 

No palco, os artistas criam uma mistura entre teatro, formas animadas, circo e hip-hop, expandindo ainda mais o alcance das narrativas contadas em cena. A pluralidade de linguagens permite que um público mais diverso frequente as apresentações.Enquanto isso, no Plano Piloto, também é possível acompanhar uma profusão de estéticas que ocupam os palcos da cidade.

Os jovens intérpretes e criadores do grupo Tripé investiram no formato de grupo para dar início à carreira antes mesmo de conseguir se inserir no mercado. A inserção veio justamente pelo alcance dos trabalhos produzidos, que conquistam prêmios teatrais na cidade a cada nova montagem e pela qualidade e inovação que o coletivo busca implementar nos projetos. Destacam-se os trabalhos da cia. Plágio, com mais de 10 anos de circulação, e da Agrupação Teatral Amacaca, liderada pelo icônico Hugo Rodas.
Ou mesmo o provocativo grupo Liquidificador, que mistura diferentes linguagens e experimenta novos formatos de dialogar com o público. Em 2018, eles se uniram ao Novos Candangos e ao Sai (Setor de Áreas Isoladas) para expandir a produção e conquistar um espaço próprio, o coletivo Janela.

No Celeiro das Antas, criado em 1991, o principal foco dos artistas é investir na pesquisa e buscar de uma linguagem própria, e o Celeiro promove, durante todo o mês de maio, uma ocupação teatral na Funarte.

A diversidade se complementa com grupos como a cia. Os Buritis, que investe, desde 1995, na circulação de espetáculos e no teatro que se lança à estrada com foco na tradição popular de diferentes culturas. 



Conheça alguns grupos do DF

Plano Piloto
» Cia. Burlesca
» Cia. Plágio de teatro
» Grupo Cena
» Agrupação Teatral Amacaca
» Grupo Andaime
» NoAto
» Liquidificador
» Cia. Infiltrados teatro de ocupação
» Cia. Casa de Ferreiro
» Grupo Tripé
» Coletivo Columna
» Os Buriti
» Cia. Lumiato de formas animadas
» Projeto Pés
» Trupe de Argonautas
» Cia. da Ilusão
» Teatro do Instante
» Andaime cia. de teatro

Outras regiões administrativas

» Arte & Cena – Sobradinho
» H2O – Recanto das Emas
» Grupo depois das Cinco – Arniqueiras
» Trupe por um Fio – Planaltina
» Cia. Semente de teatro – Gama
» Mamulengo Fuzuê – Samambaia
» Mamulengo Sem Fronteiras- Taguatinga
» Ohana teatral – Fercal
» Cutucart – Cruzeiro
» Nutra teatro – Samambaia
» O Pueblo cio da arte - Paranoá

Infantil

» Mapati – Asa Norte
» Neia e Nando – Asa Sul
» Trupe Trabalhe essa ideia – Asa Norte
» Coletivo Antônia
» Grupos de comédia
» Os melhores do mundo
» Cia. de comédia Setebelos
» G7 cia. de comédia
» Cia. 4 homens e meio