domingo, 28 de outubro de 2018

3° Festival Norte em Cena - Porangatu -GO

Mais um destino, mais uma viajem para o grupo Mamulengo sem fronteiras, desta vez seguiremos para o norte de Goiás em especial a Cidade de Porangatu, cidade que a cultura é muito ampla,envolvendo vários artistas: poetas, escritores, pintores, escultores, músicos e compositores, também conhecida pelo uns dos mais antiga mostra de teatro do estado,Tenpo- Mostra Nacional de Teatro de Porangatu, E para abrilhantar a cidade ainda mais , levaremos o espetáculo "As Aventuras de Baltazar no Reinos dos Mamulengos" No 3° Festival Norte em Cena  será apresentado no Centro Cultural de Porangatu localiza-se na Praça Ângelo Rosa Moura, Avenida Pedro Pereira de Cunha, Setor Central a partir das 9:30hs do dia 19 de Outubro 2018.





segunda-feira, 8 de outubro de 2018

O grupo brasiliense Mamulengo Sem Fronteiras se apresentará na noite de 11 de outubro no Centro Cultural Sesi, em Taguatinga

O grupo brasiliense Mamulengo Sem Fronteiras se apresentará na noite de 11 de outubro no Centro Cultural Sesi, em Taguatinga Norte. O espetáculo As Aventuras de Baltazar no Reino dos Mamulengos, com entrada gratuita, será às 20 horas. Com trilha sonora ao vivo, os bonecos griôs Mameti Jeti e Banzo contam a história de Baltazar, rapaz valente que faz uma viagem para conhecer uma moça bonita chamada Sinhá Flor. Ela é moradora de uma vila charmosa no interior do Nordeste. Baltazar e seu cachorro Tubarão lutam com vários bichos do além para que o rapaz se case com a amada e volte para a sua terra. O espetáculo aborda manifestações tradicionais da cultura popular brasileira, sobretudo nordestina. Os personagens falam sobre brincadeiras populares, questões raciais e, principalmente, sobre a união amorosa. “O público participa ativamente da peça, se envolvendo com os atores e os bonecos, influenciando diretamente a história”, explica o coordenador do Mamulengo Sem Fronteiras, Walter Cedro. O grupo teve início em 1996. Eles pesquisam as várias formas de mamulengo e teatro pelo Brasil, mantendo a tradição das brincadeiras populares e buscando novas formas de trabalhar a tradição. Desde 2017, o teatro de bonecos popular do Nordeste é reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional como patrimônio cultural do Brasil. Os bonecos são feitos geralmente de madeira e de tecido, com feições simples e movimentos engraçados. Esse tipo de teatro costuma retratar situações cotidianas do povo de forma cômica ou satírica. A apresentação do grupo de teatro faz parte da programação do Sesi BRB Cultural 2018, que vai até 8 de novembro. Os interessados podem retirar o ingresso na bilheteria do Centro Cultural Sesi (QNF 24, Área Especial – Taguatinga Norte) a partir desta terça-feira. O funcionamento é das 9 às 19 horas. Sesi BRB Cultural O projeto é uma parceria do Serviço Social da Indústria do DF (Sesi-DF) e do Instituto Euvaldo Lodi do DF (IEL-DF) com o Banco de Brasília (BRB). O objetivo é contribuir para a descentralização da cultura e para a democratização do acesso à arte no Distrito Federal, além de valorizar o potencial de novos talentos. Veja aqui a programação completa. As Aventuras de Baltazar no Reino dos Mamulengos Mamulengo Sem Fronteiras 11 de outubro de 2018 20h Centro Cultural Sesi – QNF 24, Área Especial, Taguatinga Norte Classificação livre Entrada gratuita Texto: Guilherme Cunha Foto: Gabriela Almeida Assessoria de Comunicação do Sistema Fibra



terça-feira, 25 de setembro de 2018

Tomada Cultural Riacho Fundo l

Tem tomada Cultural,tem oficina de Mamulengos, Tem Espetáculo do Mamulengo Sem Fronteiras no Riacho Fundo l dias 25,26 e 27 de Setembro, só falta Você...

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Floripa Teatro -Festival Isnard Azevedo


Edição 2018 Propiciando ao público em geral o livre acesso a espetáculos de qualidade e contando com a participação de grupos e artistas de várias regiões do Brasil e exterior que atuam com diferentes linguagens na área teatral, o Floripa Teatro - Festival Isnard Azevedo alcança em 2018 sua 23ª edição. Realizado pela Prefeitura de Florianópolis, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Juventude e Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes, o Festival Isnard Azevedo é uma mostra de diversidade teatral com a participação de 53 grupos/coletivos teatrais de 6 estados brasileiros e dois internacionais que contempla apresentações teatrais de espetáculos de teatro infantil, teatro infanto-juvenil, teatro adulto, teatro de rua e circo-teatro dos mais variados gêneros e formatos. Durante 8 dias, a programação do Festival ocupará 31 espaços com a realização de 85 sessões de espetáculos que integram a Mostra Oficial, a 2ª Mostra Quintais Cênicos, a Cena Universitária e a Mostra Paralela, e 11 ações formativas entre oficinas de formação teatral desenvolvidas por participantes da 2ª Mostra Quintais Cênicos, nas Rodas de Conversas Teatrais e na 3ª Roda de Negócios Teatrais. No total, serão oferecidas 96 ações teatrais ao longo da programação, que é totalmente gratuita. De 15 a 22 de setembro de 2018, mais de 300 artistas teatrais ocupam as principais casas de espetáculos de Florianópolis, além de salas alternativas, auditórios e espaços ao ar livre como praças, parques e largos. Reserve espaço em sua agenda, o Festival Isnard Azevedo está de volta!
Em Nossa participação levaremos o espetáculo , Exemplos de Bastião que foi Baseado na literatura de cordel a peça apresentada pelo @Mamulengo Sem Fronteiras, de Brasília, conta a história de um Palhaço de Folia de reis que se mete em várias confusões.?Serão três apresentações:
?18/09 - Às 20h, na Praça Hermínio Silva, no Ribeirão da Ilha. Em caso de chuva, será transferida para o Salão Paroquial da Igreja Nª Sraª da Lapa;
?19/09, às 14h30, na Casa do Palhaço
?20/09, às 9h30 na Escola Herondina Medeiros Zeferino.

?Os ingressos começarão a ser distribuídos uma hora antes do início da sessão e são limitados a 02 (dois) por pessoa no ambientes fechados.






segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Diário #3 - Acre: Caravana Mamulengos do Cerrado Rumo à Floresta


Saímos de Porto Velho (RO) em direção a Rio Branco (AC) de baixo de uma chuva danada. Depois de vários quilômetros e passagens por vários caminhões, paramos para nosso almoço e seguimos até parar em uma obra na rodovia. Ficamos lá por volta de uma hora e seguimos para conseguir passar na balsa que atravessa o Rio Madeira ainda de dia, quilômetros mais à frente. Conseguimos! Chegamos no poderoso Rio Madeira, onde está a fronteira Brasil–Bolívia. Carro em cima da balsa, ficamos admirando quanta beleza tem aquele grande rio. À esquerda, olhamos a inacabada ponte que tínhamos visto há 3 anos atrás, ainda em obras.


RIO BRANCO - FESTIVAL MATIAS DE TEATRO DE RUA

Do outro lado do Rio, queríamos correr para chegar logo em Rio Branco, mas o instinto falou mais alto e paramos para dormir na cidade de Extrema, faltando ainda 180 km. No outro dia bem cedo, partimos em direção à Califórnia, a última cidade que faz divisa dos estados. Quando entramos na rodovia Chico Mendes, uma das primeiras coisas que fizemos foi visitar a famosa ida e volta das duas pontes do Rio Acre. Ao chegar próximo ao nosso primeiro destino, avistamos um dos nossos amigos de longa data, Thiago Rosa dos Ventos, que já soltou um grito chamando os mamulengos! Depois, foi só festa e reencontros com amigos de todos os lados do país. Passada a celebração cheia de abraços, nos concentramos para o cortejo de abertura do festival que iríamos participar, que saiu da Praça Plácido de Castro passando pelo Palácio Rio e pela Praça dos Povos da Floresta para chegar no Novo Mercado Velho, onde já estava de prontidão o grupo Mamulengo Fuzuê, também participante da nossa Caravana, para abrir o Festival Matias de Teatro de Rua. A brincadeira começou, abrindo oficialmente o Festival Matias de Teatro de Rua com alegria e muita participação do público.



ESCOLA FREI HEITOR MARIA TURRINI

No dia seguinte, ainda com o sorriso no rosto, partimos para a outra apresentação, em um lugar com um dos nomes mais lindos que já vemos, a Cidade do Povo. Nos apresentamos na Escola Frei Heitor Maria Turrini, uma escola bonita, com um visual diferente e com grandes janelas de vidro dos dois lados das salas. De lá, todos os alunos viram quando chegamos com o material de equipamento de som, se enchendo de curiosidade para chegar a hora do espetáculo.

Logo, a brincadeira começou para uns 500 alunos de ensino médio, que já chegaram cantando e dançando no ritmo do forró pé de serra, embalado pelo nosso trio de forró. Entrou boneco, saiu boneco soltando risos e alegrias. Quando o Thiago, do Mamulengo Fuzuê, saiu da empanada, foi um grande alvoroço para perguntar dos bonecos e tudo mais. Finalizamos, desmontamos a tolda e já partimos para assistir os espetáculos dos amigos que iriam se apresentar no festival naquele dia.





BUJARI

No dia seguinte, logo depois do almoço, a caravana seguiu para a Cidade de Bujari, que fica bem próxima a Rio Branco. A primeira impressão foi  que algumas coisas não tinham mudado ao longo do tempo, em especial quando vimos um caminhão pau de arara como transporte escolar. Mas, logo veio a explicação de que só esse tipo de transporte consegue chegar em locais alagados ou em estradas ruins, as chamadas estradas ramais. Começamos a montar nossa estrutura na Praça do Correio e logo foram chegando várias pessoas atraídas pelo carro e pelas músicas que tocamos na hora de passar o som.

Com tudo pronto e com a lona no chão, chegaram as crianças correndo da escola para assistir a brincadeira começar. E eis que surge o velho Seu  Dominguinhos, de Olhos D’água, com sua sanfona  encantada para abrir a roda. Logo em seguida, o Boi Corisco e seu companheiro Cazumbá prosseguem as brincadeiras com uma participação incrível do público, muitas crianças e pessoas que brotavam de todos os lados e lugares. Ao final, o público veio chegando perto, curioso para conversar e ver de dentro a tolda onde os bonecos ganham vida. Desmontamos tudo e agradecemos aos amigos da técnica e também ao nosso fiel escudeiro Bruno, que ficou da montagem até o fim do espetáculo. Seguimos para nosso alojamento, para descansar.



ESCOLA LOURIVAL SOMBRA

No dia seguinte, acordamos e, logo depois do café, chegou nossa parceira, a atriz e professora de artes Mariana Farias. Saímos com ela em direção à Escola Lourival Sombra, onde os alunos já estavam prontos para nos ajudar a montar tudo para a brincadeira. Tivemos a fala da professora, falando sobre a importância da nossa caravana na escola. A brincadeira começou, tendo como público 400 alunos de ensino médio. Ao som do forró do nosso trio, todos cantaram juntos as primeiras músicas até mais uma aparição do sanfoneiro Seu  Dominguinhos, de Olhos D’água, que chegou  para abrir os caminhos. No fim da apresentação, recebemos várias perguntas dos alunos, que trouxeram curiosidades inusitadas. Depois, seguimos para despedidas, fotos e a agradecimentos, finalizando a apresentação do dia.



FESTIVAL MATIAS DE TEATRO

Depois de quase um mês de caravana, chegamos ao dia da nossa última apresentação, fechando com chave de ouro na programação do Festival Matias de Teatro de Rua, realizado em Rio Branco. Nossa brincadeira foi marcada para o Mercado Municipal, que com o tempo ficou conhecido como Mercado Velho, sendo o primeiro prédio público de alvenaria da capital acreana. Construído em 1929, o prédio foi revitalizado em 2006 e é também conhecido por sua grande variedade de artesanato, comidas típicas, artigos religiosos e medicina natural, como a banca do Rei das Ervas, que nos deu um gole de uma garrafada energética para turbinar  o espetáculo.




Revigorados e com um público lindo, com muitas famílias e transeuntes que passavam e paravam para ver o que estava acontecendo, começamos a brincar. Foi aquele alvoroço, com risadas e gritos de alegria. A brincadeira seguiu com uma sintonia maravilhosa dos músicos e do público. Ouvimos, então, os primeiros fogos de artifício anunciando o espetáculo do grupo paraibano Quem tem Boca é pra Gritar.

Logo em seguida, terminamos nossa brincadeira com muitos aplausos e agradecimentos. Como não poderia deixar de faltar no teatro de rua, passamos o chapéu para comprar o pão nosso de cada dia. Segunda chamada de fogos, era chegada a hora do espetáculo Comédia com Farinha, do grupo Quem tem Boca é pra Gritar. Abrimos alas para eles e nos despedimos do Festival Matias de Teatro de Rua, juntamente com a Caravana Mamulengos do Cerrado Ruma à Floresta.


DE VOLTA PARA CASA

Na manhã do dia  27 de agosto, exatamente às 8h, partimos de volta para casa,  depois de muitos quilômetros percorridos, cidades, risos e rios. Chegamos em casa, nossa amada Brasília, no dia 30 de agosto, levando muitas saudades e boas lembranças dos lugares que passamos e das pessoas que conhecemos.

Que venham muitas outras caravanas, muitos salves e axé para todos. Evoé!!

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Diário #2 - Rondônia: Caravana Mamulengos do Cerrado Rumo à Floresta

No dia 12 de agosto, exatamente às 8h da manhã, a Caravana Mamulengos do Cerrado Rumo à Floresta saiu do pantanal da cidade de Poconé, em Mato Grosso, em direção ao estado de Rondônia, o portal da Amazônia. Foram oito horas de viagem. A cada correr de quilômetros, víamos a mudança das paisagens, o pantanal foi se transformando em floresta, que logo desaparecia e se transformava em pasto. Era tanto boi que a gente brincava de adivinhar quantos tinha. Ficamos também impressionados com o número de animais mortos nas rodovias, em especial o tamanduá bandeira e o mirim.



VILHENA

Logo depois, chegamos na cidade de Vilhena, nosso primeiro destino no estado de Rondônia. Chegando na cidade, já encontramos tudo preparado e organizado, graças à nossa amiga e parceira Valdete Sousa, diretora e atriz do grupo Wankabuki, que nos recebeu com o coração e braços abertos.

No dia seguinte, tomamos um rápido café da manhã e já corremos para gravar entrevista em um programa de TV, almoçamos e fomos nos preparar para a apresentação na Praça Ângelo Espadari. Recebidos por várias crianças e com tudo pronto, as músicas foram o fio condutor e abre alas das brincadeiras, que começaram com a arquibancada cheia de um público participativo e generoso. Ao terminar, ainda ficamos em um bate-papo com algumas pessoas que fazem teatro na cidade, compartilhando saberes e informações.



JI-PARANÁ

Seguimos para Ji-Paraná. No caminho, fomos abençoados por uma chuvinha chegada no meio da floresta, que aos poucos foi aumentando, nos fazendo parar em um posto de gasolina. Hora depois, passada a chuva, seguimos para nossa hospedagem. No dia seguinte, chegamos cedo no Sesc Lê Ji-Paraná para montar nosso cenário e fazer uma vivência com alunos e educadores da unidade. Em seguida, montamos tudo em um espaço muito legal do local, por ser um canto reservado para exposição fotográfica e outras ações culturais. Começamos as brincadeiras para alunos de 4 a 10 nos, alunos de escola pública que faz o contraturno no Sesc.

A brincadeira ficava cada vez mais linda com a participação dos alunos, com a nossa intérprete libras, Priscila, e com as professoras e funcionários que participava juntamente com as crianças. Terminamos com um lanche bem servido para o grupo, junto com um pedido para realizar uma outra apresentação para os alunos do noturno, estudantes do EJA. Aceitamos o convite e já deixamos tudo pronto para a noite.

Saímos para o hotel e logo voltamos para realizar mais uma apresentação, onde nos deparamos com alunos de até 80 anos, senhores e senhoras que trabalham todo o dia e ainda estudam à noite. A brincadeira fui muito linda, com uma participação muito grande por parte de todos. Saímos do Sesc com uma grande alegria no coração, felizes por fazer uma apresentação para essas pessoas tão especiais. Finalizamos em Ji-Paraná com o convite em voltar logo para dar continuidade à nossa recente parceria que tenho certeza que será duradoura.





ARIQUEMES

No dia 16 de agosto, continuamos nossa rota na rodovia 364, em direção a Ariquemes, uma cidade que tem nome de uma etnia indígena que foi extinta há muitos anos, cidade conhecida por ter vários garimpos de ouro e também por uma das mais violentas do estado. Depois de algumas paradas na estrada, que estava em obras, pegamos um longo trecho novinho e já terminado. Chegando em Ariquemes com algumas pessoas já ao nosso aguardo, uma delas era nosso primo que não nos via há mais de 15 nos. Depois de muitos papos e lembranças dos familiares, partimos para o nosso alojamento e nos preparamos para a apresentação do dia seguinte.

No Sesc Ler Ariquemes, uma unidade muito bonita que fica localizada no centro da cidade, fomos recebidos por um público de pré-adolescentes e adultos. Logo chegou um senhor que ficou junto conosco, ajudando a montar nosso cenário. Logo, chegou ainda um ônibus com crianças de uma escola pública, crianças de quatro aninhos. Crianças agitadas, idosos tímidos... Mas logo todos entraram na brincadeira, participando, falando com os bonecos e animados com o ritmo do forró. Terminamos com a alma lavada e, para finalizar com chave de ouro, as professoras e os alunos trouxeram vários bonecos de mamulengo feitos por eles mesmos e também alguns painéis falando do registro do teatro de bonecos populares pelo IPHAN. Tivemos ainda um lanche muito especial.



PORTO VELHO

Floresta adentro, chegamos em Porto Velho. A primeira parada foi no Rio Madeira, para pedir a bênção e prosseguir a caminhada. Em seguida, comemos um bom almoço e fomos em direção ao Parque da Cidade, onde fomos recepcionados pela Mirilaine. Escolhemos o local da brincadeira e começamos a montar a tolda, nosso cenário, em uma grama muito bonita ao som de passarinhos e cigarras que comemoravam a chuva que chegava. No meio da montagem, os amigos chegavam para abrilhantar mais ainda o espetáculo, com a chegada do Bruno, do grupo Ruante, parceiro da Caravana. Logo depois, recebemos a presença da Selma Adailton e da Bruna, também da Cia Ruante.

Com tudo pronto, começamos a brincadeira com o sol dando passagem para a lua. O público participativo cantava e vibrava com a brincadeira, principalmente as crianças. Depois de muitas risadas, terminamos a apresentação e, logo em seguida, o público veio agradecer e parabenizar pelo espetáculo. Juntamente com os amigos, nos convidou para um jantar em um lugar tradicional da cidade.




No dia seguinte, logo pela manhã com um dia lindo depois de uma noite de chuva, partimos para o Sesc Esplanada. Já na entrada do teatro, nos deparamos com amigos e o técnico de som Davi, que tinha feito o som pra gente. Com tudo pronto, as crianças começaram a chegar lotando o teatro em um instante. Começamos a brincadeira com uma música mais calma, para deixar as crianças mais tranquilas, mas não adiantou. No momento em que entrou o primeiro boneco, a gritaria foi grande. Muitas das crianças presentes nunca tinham visto um teatro de mamulengo e suas brincadeiras. Foi um espetáculo lindo, para um público de umas 200 crianças cheias de euforia e agradecidas em muitos abraços, beijos.

Com o coração cheio de alegria e saudades, deixamos o estado de Rondônia nos embrenhando ainda mais dentro da floresta. Próxima parada: Rio Branco, no Acre. Evoé caravana....

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Diário #1 - Mato Grosso: Caravana Mamulengos do Cerrado Rumo à Floresta

TANGARÁ DA SERRA

No dia 1º de agosto, partimos de Taguatinga (DF) rumo à floresta. Nossa primeira parada: Mato Grosso. Foram muitos quilômetros de estradas e alegria. O Cerrado, mostrando sua beleza com vários ipês floridos, e uma mistura de cores fizeram com que a viajem ficasse mais bela.

Infelizmente, nem só beleza vimos pelo cerrado. Depois da divisa dos estados de Goiás e Mato Grosso, a paisagem se modificou e a mata foi dando lugar para plantações de soja e pastagem de gado. No meio de tudo isso, algumas aldeias indígenas disputando seus territórios com os empresários da monocultura.

Mas, a natureza é forte. Logo à frente, ela nos mostrou que estava ali, firme. Chegamos na Chapada dos Guimarães com toda a sua beleza. A primeira parada foi no mirante do Centro Geodésico da América do Sul, a 1.600 quilômetros do Oceano Pacífico e do Atlântico, com uma vista maravilhosa. Logo depois, seguimos para a cidade de Chapada, onde almoçamos e seguimos nossa rota rumo a Tangará da Serra, onde fomos recebidos por nossa amiga e parceira Joeli Siqueira, do Grupo de Teatro Grutta e Grupo de Dança Os de Fora.

No dia seguinte, 3 de agosto, às 9h da manhã, abrimos o festival de culturas populares com a nossa primeira apresentação para alunos da rede pública de ensino, que teve repeteco às 15h. Para finalizar o dia, às 19h30 abrimos as portas do Centro de Cultura para receber a comunidade. Casa lotada e mais uma linda apresentação, seguida de um bate-papo com os alunos de teatro e da escola Ernesto Che Guevara.



CUIABÁ

No dia 5 de agosto, domingo, chegamos na Cidade de Cuiabá. Para a nossa sorte, o clima estava muito bom, por volta de 28 graus, que é quase um milagre em Cuiabá, nessa época do ano. Fomos recebidos pelo subsecretário de Cultura do município, que nos levou para um jantar e um bate-papo sobre a cultura local.

Na segunda, a caravana partiu para o local da apresentação, um parque urbano localizado no centro da cidade, onde acontecem vários eventos. Na hora da montagem, foram chegando os amigos e parceiros para abrilhantar mais ainda a brincadeira, que aconteceu por volta das 18h, com um público lindo e participativo, que no fim do espetáculo veio nos parabenizar pela apresentação.

Virada a noite, seguimos no outro dia, fomos convidados para apresentar em uma escola pública que trabalha com ensino integral e ensino especial, a Escola Estadual José de Mesquita. A apresentação aconteceu na quadra de esporte, com a participação de duas alunas como intérpretes de libras, linguagem que faz parte do currículo da escola. Assim, realizamos essa inesperada e muito alegre apresentação em Cuiabá.



SANTO ANTÔNIO DE LEVEGER

No dia 08 de agosto, seguindo o Rio Cuiabá, chegamos na cidade de Santo Antônio de Leveger. À nossa espera estava o mestre artesão Alcides Ribeiro, conhecido por levar a cultura da viola de cocho para todo o mundo. Alcides nos levou para conhecer uma parte do majestoso Rio Cuiabá e suas lendas e histórias. Depois de um café e um bate-papo, seguimos para o local da apresentação, Escola Dr. Hermes Rodrigues de Alcântara, um lindo espaço de 62 anos onde, no turno da noite, estudam jovens e adultos.

Por lá, as brincadeiras duraram muito mais do que esperávamos. Foram momentos de muitas risadas, participação e alegrias para nós, brincantes, e para público presente. Depois da apresentação, junto com os alunos, professores, direção e mestre Alcides Ribeiro, tivemos uma boa prosa sobre a valorização das culturas populares e tradicionais do Brasil e sobre o reconhecimento do Mamulengo e da Viola de Cocho como patrimônios culturais do país, pelo IPHAN.

Para finalizar a noite com chave de ouro, fomos convidados para comer um peixe na beira do rio e continuar a conversa que se estendeu até tarde da noite. Depois de muitas risadas e histórias, fomos descansar e nos preparar para a última apresentação da caravana no Sesc Pantanal da cidade de Poconé.



POCONÉ

Passados alguns quilômetros de Cuiabá, chegamos em Poconé, cidade conhecida por ser o portal do Pantanal mato-grossense e também por ter várias mineradoras buscando o ouro enterrado em suas entranhas. Uma cidade pequena, com muitas histórias de luta e resistência do Padre Joaquim, espanhol que fez uma revolução em prol da cidade, construindo vilas, hospital e até mesmo abrigo para menores. O corpo de Padre Joaquim foi enterrado no altar da Igreja Matriz, sendo adorado por muitos.

No dia 9 de agosto, depois de andar, fazer amizades e conhecer uma pouco mais da cidade e suas histórias, partimos para o Hotel Sesc Porto Cerrado, que integra o SESC Pantanal, banhado pelo Rio Cuiabá e vários outros afluentes. O hotel fica por volta de 45 km da cidade, conhecido por ser um porto cercado pela maior reserva particular do país. Uma estrutura de encher os olhos, com natureza bem preservada e uma diversidade de animais silvestre espalhados por todos os lados.

Seguimos e voltamos para a cidade, onde seria nossa apresentação. Chegamos já com algumas crianças fazendo suas atividades de lazer. À nossa espera estava a Josenira, responsável pela parte cultural da unidade e parceira da caravana. Com tudo montado, a sanfona começou a tocar, para alegria do diretor, que é alagoano pode relembrar uma pouco do seu estado. Os bonecos subiram e a brincadeira começou. O público era pequeno, porém participativo. Ao longo dos 45 minutos compartilhamos muitas com um gostinho de até breve.



LOGO MAIS... RELATOS DE RONDÔNIA

E foi assim que a caravana saiu do Cerrado, passou pelo Pantanal e finalizou sua passagem por Mato Grosso. Agora, seguimos nos preparativos e para o estado de Rondônia. Por lá, nossa primeira parada é na cidade de Vilhena. Evoé Mamulengos do Cerrado Rumo à Floresta e seus encantamentos...

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Caravana Mamulengos do Cerrado Rumo à Floresta - 2018

Em agosto de 2018, o Mamulengo Sem Fronteiras realiza a Caravana Mamulengos do Cerrado Rumo à Floresta. Saindo de Taguatinga e acompanhados do nosso grupo parceiro Mamulengo Fuzuê, iremos percorrer mais de 10.000 km, passando pelos estados do Mato Grosso, Rondônia e Acre. Em cada pouso, realizaremos apresentações, diálogos e troca de saberes para celebrar a arte do encontro. A Caravana parte no dia 1ºde agosto e viaja até o fim do mês.

O objetivo central do projeto é difundir o Teatro de Bonecos Popular do Nordeste, tradição também chamada de Mamulengo e reconhecida como patrimônio cultural do Brasil. Além disso, a Caravana busca realizar troca de saberes entre diferentes tradições culturais, promovendo debates sociais e ambientais, que tomam como ponto de partida o bioma de cada comunidade visitada.

Saindo do Distrito Federal, região com grande concentração de brincantes mamulengueiros, a Caravana percorrerá 12 cidades e comunidades próximas a rios de grande importância para as regiões Centro-Oeste e Norte. Os espetáculos, com roteiro lúdico tradicionalmente adaptável ao público, irão abordar a preservação das matas e das águas, conectando Cerrado, Pantanal e Floresta Amazônica, através da tradição.

Essa será a 3ª edição da Caravana Mamulengos do Cerrado, que já realizou duas outras viagens, em 2015 e 2016. O projeto conta com financiamento do Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Cultura do Governo do Distrito Federal.



HISTÓRICO DA CARAVANA

Caravana Mamulengos do Cerrado (2015)
A primeira Caravana aconteceu em setembro de 2015, quando os grupos Mamulengo Sem Fronteiras e Mamulengo Fuzuê partiram do Mercado Sul de Taguatinga (DF), o Beco da Cultura, rumo ao interior de Minas Gerais, Goiás e Tocantins. Percorrendo quase 4.000 km, a Caravana Mamulengos do Cerrado passou por 12 cidades e povoados, realizando apresentações em feiras e praças. Além de alegria e encantamento, o projeto intermediou diálogos entre a tradição mamulengueira e as culturas tradicionais de cada comunidade.

Caravana Mamulengos do Cerrado Rumo à Caatinga (2016)
Em 2016, a segunda caravana levou o Mamulengo Sem Fronteiras a buscar a raiz da tradição que o abençoa: o Nordeste do Brasil. Saindo de Taguatinga (DF), o grupo percorreu mais de 8.000 km, em um mês de apresentações e vivências com mestres bonequeiros do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. Uma viagem coletiva, que comemorou os 20 anos de Mamulengo Sem Fronteiras. O projeto realizou ainda apresentações e encontros da Rede Brasileira de Teatro de Rua.


PROGRAMAÇÃO

Mato Grosso

Tangará da Serra – 01 a 05 de agosto
Santo Antônio de Leveger – 08 e 09 de agosto
Cuiabá – 06 e 07 de agosto
Poconé – 10 e 11 e agosto

Rondônia
Vilhena – 13 e 14 de agosto
Ji-Paraná – 15 e 16 de agosto
Ariquemes – 17 e 18 de agosto
Porto Velho – 19 e 20 de agosto

Acre
Rio Branco – 21 de agosto
Senador Guiomard – 22 de agosto
Plácido de Castro – 23 de agosto
Bujari – 24 de agosto
 

SERVIÇO
Caravana Mamulengos do Cerrado Rumo à Floresta


Classificação indicativa: Livre
Entrada: Franca
Informações: 61 9.8425.7233
Acompanhe nas redes: f/mamulengosemfronteiras.bonecos 

segunda-feira, 9 de julho de 2018

22° Festival Espetacular de Teatro de Bonecos acontece em Curitiba


Acontece entre os dias 9 e 15 de julho a 22ª edição do Festival Espetacular de Teatro Bonecos, que traz ao público peças teatrais, exposições e oficinas. Vinte e nove companhias apresentam atrações para adultos e crianças. No domingo, dia 8, haverá um cortejo de bonecos na feira do Largo da Ordem. 

Um dos destaques do festival é o grupo mineiro Pigmalião – Escultura que se mexe, que encena a premiada “Mordaz”, peça que utiliza máscaras e marionetes para discutir relações de poder. O grupo também fará oficinas para a construção de bonecos. 

No salão de exposição do Teatro Guaíra haverá apresentações de teatro em miniatura durante toda a semana, além de uma mostra com o acervo de Miguel Krigsner, fundador do Grupo Boticário e idealizador do personagem Dr. Botica. 

Na terça-feira, dia 10, o festival homenageia os 30 anos do espetáculo infantil “Maria das Cores e seus amores”, da bonequeira Olga Romero. Haverá ainda uma sessão especial para as crianças do Hospital Pequeno Príncipe. 

Em sua terceira participação o grupo  mamulengo Sem Fronteiras de Brasília trás para o festival o espetáculo  As aventuras de Baltazar no Reino dos Mamulengos, que contam a historia das terras de são sarué, onde tudo que se imaginam  nas terras pode  acontecer.


O Festival Espetacular de Teatro Bonecos é uma iniciativa do Centro Cultural Teatro Guaíra em parceria com a Associação Paranaense de Teatro de Bonecos. 



Serviço:
22º Festival Espetacular de Teatro de Bonecos
As apresentações ocorrem pela manhã, tarde e noite no salão de exposição e no miniauditório do Teatro Guaíra, Teatro Zé Maria Santos, Biblioteca Pública e Teatro de Bonecos Dr. Botica. 
A programação completa está disponível no site do Teatro Guaíra.
Os ingressos custam R$10
https://issuu.com/teatroguaira/docs/revista-22ofetb-web

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Mamulengo de RAPente 2018

O projeto Mamulengo de RAPente está de volta à cena da cidade, esquentando o inverno com a união calorosa entre o RAP, o Mamulengo e o Rapente. Durante o mês de julho de 2018, o festival passará por Taguatinga, Ceilândia e Samambaia, realizando rodas de prosa, oficinas e apresentações com diversos artistas. Sempre com entrada franca e livre para todos os públicos.
Essa é 3ª edição do Mamulengo de RAPente, que propõe integrar essas três linguagens fortemente presentes na cultura brasileira, artes latentes da nossa gente, unindo diferentes brasis e gerações. São manifestações de origens distintas, que possuem singularidades conectadas pelo jogo de palavras, musicalidade, improviso e abordagens de crítica social.
No Mamulengo, do Nordeste para o mundo, bonecos ganham vida em enredos tradicionais que se refazem diante de cada público, costurados pelas canções dos músicos brincantes. No Rapente, a astúcia, a métrica, o fantástico e a poesia desafiam cantadores e público pelo ser[tão] de todo o mundo. No Rap, a rima, o beat, o manifesto e a voz das periferias ecoam realidades e sonhos de um Brasil que emana transformação.

TAGUATINGA
Edição especial na 53ª Ecofeira do Mercado Sul07 de julho (sábado)
Mercado Sul de Taguatinga – QSB 12/13
14h: Oficina de Rap – Rapadura Xique-Chico
14h: Oficina de Xilogravura – Bruno Matos
14h: Oficina de Confecção de Bonecos de Mamulengo – Algodão e Miguel Mariano
16h: Roda de Prosa Cultura Popular e Urbana: “Ocupação e utilização de espaços públicos e comunitários”
18h: Mamulengo Sem Fronteiras: As aventuras de Baltazar no Reino dos Mamulengos
20h: Chico de Assis e João Santana
21h: Show Encontros: Thabata, Mamulengo Fuzuê, Chico de Assis e João Santana
22h: Rapadura Xique-Chico
Durante toda a programação: feirinha de artesanato, alimentação, trocas e produtos com princípios ecológicos e solidários

CEILÂNDIA
Apresentações Culturais e Roda de Prosa
22 de julho (domingo)
Casa do Cantador – QNN 32, Ceilândia Sul
17h: Roda de Prosa Cultura Popular e Urbana: “Ceilândia – identidade cultural e resistência”
18h: Chico de Assis e João Santana
19h: Mamulengo Fuzuê
20h: Markão Aborígine – lançamento do CD “Atemporal: o álbum do fim”
21h: Show Encontros: Rafinha Bravoz, Mamulengo Fuzuê e Chico de Assis e João Santana
22h: Dj Palito (residente Sarau-VA)
** Intervenção poética do Sarau-VA durante toda a programação
Oficinas
20 de julho (sexta-feira)
De 18h às 22h
Jovem de Expressão – EQNM 18/20, Praça do Cidadão, Ceilândia Norte
Rap – Rafinha Bravoz
Grafite – Guga Isaías
Repente – Donzílio Luiz
Brincando Mamulengo: Manipulação de Bonecos – Thiago Francisco (Mamulengo Fuzuê)

SAMAMBAIA
Apresentações Culturais e Roda de Prosa
28 de julho (sábado)
Praça do Pastel – QS 406, Samambaia Norte
16h: Roda de Prosa Cultura Popular e Urbana: “Das batalhas de poesia à batalha por direitos”
17h: Pegada Black
18h: Batalha de Rimas
19h20: Donzílio Luiz e Valdenor de Almeida
20h: Rafinha Bravoz e VeiOeste
20h40: Mamulengo Presepada
22h: Final da Batalha de Rimas
21h20: Show Encontros: Lília Diniz, Mamulengo Fuzuê e Markão Aborígine
Oficinas
De 16h às 21h
Espaço Imaginário Cultural
QR 103, Conjunto 5, Samambaia Sul
25/07: Poesia Marginal – Markão Aborígine
25/07: Na rima da vida: Iniciação à poesia – Lília Diniz
27/07:  Mamulengos, historias e Brincadeiras: Manipulação de Bonecos – Walter Cedro -Mamulengo Sem Fronteiras