segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Diário #2 - Rondônia: Caravana Mamulengos do Cerrado Rumo à Floresta

No dia 12 de agosto, exatamente às 8h da manhã, a Caravana Mamulengos do Cerrado Rumo à Floresta saiu do pantanal da cidade de Poconé, em Mato Grosso, em direção ao estado de Rondônia, o portal da Amazônia. Foram oito horas de viagem. A cada correr de quilômetros, víamos a mudança das paisagens, o pantanal foi se transformando em floresta, que logo desaparecia e se transformava em pasto. Era tanto boi que a gente brincava de adivinhar quantos tinha. Ficamos também impressionados com o número de animais mortos nas rodovias, em especial o tamanduá bandeira e o mirim.



VILHENA

Logo depois, chegamos na cidade de Vilhena, nosso primeiro destino no estado de Rondônia. Chegando na cidade, já encontramos tudo preparado e organizado, graças à nossa amiga e parceira Valdete Sousa, diretora e atriz do grupo Wankabuki, que nos recebeu com o coração e braços abertos.

No dia seguinte, tomamos um rápido café da manhã e já corremos para gravar entrevista em um programa de TV, almoçamos e fomos nos preparar para a apresentação na Praça Ângelo Espadari. Recebidos por várias crianças e com tudo pronto, as músicas foram o fio condutor e abre alas das brincadeiras, que começaram com a arquibancada cheia de um público participativo e generoso. Ao terminar, ainda ficamos em um bate-papo com algumas pessoas que fazem teatro na cidade, compartilhando saberes e informações.



JI-PARANÁ

Seguimos para Ji-Paraná. No caminho, fomos abençoados por uma chuvinha chegada no meio da floresta, que aos poucos foi aumentando, nos fazendo parar em um posto de gasolina. Hora depois, passada a chuva, seguimos para nossa hospedagem. No dia seguinte, chegamos cedo no Sesc Lê Ji-Paraná para montar nosso cenário e fazer uma vivência com alunos e educadores da unidade. Em seguida, montamos tudo em um espaço muito legal do local, por ser um canto reservado para exposição fotográfica e outras ações culturais. Começamos as brincadeiras para alunos de 4 a 10 nos, alunos de escola pública que faz o contraturno no Sesc.

A brincadeira ficava cada vez mais linda com a participação dos alunos, com a nossa intérprete libras, Priscila, e com as professoras e funcionários que participava juntamente com as crianças. Terminamos com um lanche bem servido para o grupo, junto com um pedido para realizar uma outra apresentação para os alunos do noturno, estudantes do EJA. Aceitamos o convite e já deixamos tudo pronto para a noite.

Saímos para o hotel e logo voltamos para realizar mais uma apresentação, onde nos deparamos com alunos de até 80 anos, senhores e senhoras que trabalham todo o dia e ainda estudam à noite. A brincadeira fui muito linda, com uma participação muito grande por parte de todos. Saímos do Sesc com uma grande alegria no coração, felizes por fazer uma apresentação para essas pessoas tão especiais. Finalizamos em Ji-Paraná com o convite em voltar logo para dar continuidade à nossa recente parceria que tenho certeza que será duradoura.





ARIQUEMES

No dia 16 de agosto, continuamos nossa rota na rodovia 364, em direção a Ariquemes, uma cidade que tem nome de uma etnia indígena que foi extinta há muitos anos, cidade conhecida por ter vários garimpos de ouro e também por uma das mais violentas do estado. Depois de algumas paradas na estrada, que estava em obras, pegamos um longo trecho novinho e já terminado. Chegando em Ariquemes com algumas pessoas já ao nosso aguardo, uma delas era nosso primo que não nos via há mais de 15 nos. Depois de muitos papos e lembranças dos familiares, partimos para o nosso alojamento e nos preparamos para a apresentação do dia seguinte.

No Sesc Ler Ariquemes, uma unidade muito bonita que fica localizada no centro da cidade, fomos recebidos por um público de pré-adolescentes e adultos. Logo chegou um senhor que ficou junto conosco, ajudando a montar nosso cenário. Logo, chegou ainda um ônibus com crianças de uma escola pública, crianças de quatro aninhos. Crianças agitadas, idosos tímidos... Mas logo todos entraram na brincadeira, participando, falando com os bonecos e animados com o ritmo do forró. Terminamos com a alma lavada e, para finalizar com chave de ouro, as professoras e os alunos trouxeram vários bonecos de mamulengo feitos por eles mesmos e também alguns painéis falando do registro do teatro de bonecos populares pelo IPHAN. Tivemos ainda um lanche muito especial.



PORTO VELHO

Floresta adentro, chegamos em Porto Velho. A primeira parada foi no Rio Madeira, para pedir a bênção e prosseguir a caminhada. Em seguida, comemos um bom almoço e fomos em direção ao Parque da Cidade, onde fomos recepcionados pela Mirilaine. Escolhemos o local da brincadeira e começamos a montar a tolda, nosso cenário, em uma grama muito bonita ao som de passarinhos e cigarras que comemoravam a chuva que chegava. No meio da montagem, os amigos chegavam para abrilhantar mais ainda o espetáculo, com a chegada do Bruno, do grupo Ruante, parceiro da Caravana. Logo depois, recebemos a presença da Selma Adailton e da Bruna, também da Cia Ruante.

Com tudo pronto, começamos a brincadeira com o sol dando passagem para a lua. O público participativo cantava e vibrava com a brincadeira, principalmente as crianças. Depois de muitas risadas, terminamos a apresentação e, logo em seguida, o público veio agradecer e parabenizar pelo espetáculo. Juntamente com os amigos, nos convidou para um jantar em um lugar tradicional da cidade.




No dia seguinte, logo pela manhã com um dia lindo depois de uma noite de chuva, partimos para o Sesc Esplanada. Já na entrada do teatro, nos deparamos com amigos e o técnico de som Davi, que tinha feito o som pra gente. Com tudo pronto, as crianças começaram a chegar lotando o teatro em um instante. Começamos a brincadeira com uma música mais calma, para deixar as crianças mais tranquilas, mas não adiantou. No momento em que entrou o primeiro boneco, a gritaria foi grande. Muitas das crianças presentes nunca tinham visto um teatro de mamulengo e suas brincadeiras. Foi um espetáculo lindo, para um público de umas 200 crianças cheias de euforia e agradecidas em muitos abraços, beijos.

Com o coração cheio de alegria e saudades, deixamos o estado de Rondônia nos embrenhando ainda mais dentro da floresta. Próxima parada: Rio Branco, no Acre. Evoé caravana....

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Diário #1 - Mato Grosso: Caravana Mamulengos do Cerrado Rumo à Floresta

TANGARÁ DA SERRA

No dia 1º de agosto, partimos de Taguatinga (DF) rumo à floresta. Nossa primeira parada: Mato Grosso. Foram muitos quilômetros de estradas e alegria. O Cerrado, mostrando sua beleza com vários ipês floridos, e uma mistura de cores fizeram com que a viajem ficasse mais bela.

Infelizmente, nem só beleza vimos pelo cerrado. Depois da divisa dos estados de Goiás e Mato Grosso, a paisagem se modificou e a mata foi dando lugar para plantações de soja e pastagem de gado. No meio de tudo isso, algumas aldeias indígenas disputando seus territórios com os empresários da monocultura.

Mas, a natureza é forte. Logo à frente, ela nos mostrou que estava ali, firme. Chegamos na Chapada dos Guimarães com toda a sua beleza. A primeira parada foi no mirante do Centro Geodésico da América do Sul, a 1.600 quilômetros do Oceano Pacífico e do Atlântico, com uma vista maravilhosa. Logo depois, seguimos para a cidade de Chapada, onde almoçamos e seguimos nossa rota rumo a Tangará da Serra, onde fomos recebidos por nossa amiga e parceira Joeli Siqueira, do Grupo de Teatro Grutta e Grupo de Dança Os de Fora.

No dia seguinte, 3 de agosto, às 9h da manhã, abrimos o festival de culturas populares com a nossa primeira apresentação para alunos da rede pública de ensino, que teve repeteco às 15h. Para finalizar o dia, às 19h30 abrimos as portas do Centro de Cultura para receber a comunidade. Casa lotada e mais uma linda apresentação, seguida de um bate-papo com os alunos de teatro e da escola Ernesto Che Guevara.



CUIABÁ

No dia 5 de agosto, domingo, chegamos na Cidade de Cuiabá. Para a nossa sorte, o clima estava muito bom, por volta de 28 graus, que é quase um milagre em Cuiabá, nessa época do ano. Fomos recebidos pelo subsecretário de Cultura do município, que nos levou para um jantar e um bate-papo sobre a cultura local.

Na segunda, a caravana partiu para o local da apresentação, um parque urbano localizado no centro da cidade, onde acontecem vários eventos. Na hora da montagem, foram chegando os amigos e parceiros para abrilhantar mais ainda a brincadeira, que aconteceu por volta das 18h, com um público lindo e participativo, que no fim do espetáculo veio nos parabenizar pela apresentação.

Virada a noite, seguimos no outro dia, fomos convidados para apresentar em uma escola pública que trabalha com ensino integral e ensino especial, a Escola Estadual José de Mesquita. A apresentação aconteceu na quadra de esporte, com a participação de duas alunas como intérpretes de libras, linguagem que faz parte do currículo da escola. Assim, realizamos essa inesperada e muito alegre apresentação em Cuiabá.



SANTO ANTÔNIO DE LEVEGER

No dia 08 de agosto, seguindo o Rio Cuiabá, chegamos na cidade de Santo Antônio de Leveger. À nossa espera estava o mestre artesão Alcides Ribeiro, conhecido por levar a cultura da viola de cocho para todo o mundo. Alcides nos levou para conhecer uma parte do majestoso Rio Cuiabá e suas lendas e histórias. Depois de um café e um bate-papo, seguimos para o local da apresentação, Escola Dr. Hermes Rodrigues de Alcântara, um lindo espaço de 62 anos onde, no turno da noite, estudam jovens e adultos.

Por lá, as brincadeiras duraram muito mais do que esperávamos. Foram momentos de muitas risadas, participação e alegrias para nós, brincantes, e para público presente. Depois da apresentação, junto com os alunos, professores, direção e mestre Alcides Ribeiro, tivemos uma boa prosa sobre a valorização das culturas populares e tradicionais do Brasil e sobre o reconhecimento do Mamulengo e da Viola de Cocho como patrimônios culturais do país, pelo IPHAN.

Para finalizar a noite com chave de ouro, fomos convidados para comer um peixe na beira do rio e continuar a conversa que se estendeu até tarde da noite. Depois de muitas risadas e histórias, fomos descansar e nos preparar para a última apresentação da caravana no Sesc Pantanal da cidade de Poconé.



POCONÉ

Passados alguns quilômetros de Cuiabá, chegamos em Poconé, cidade conhecida por ser o portal do Pantanal mato-grossense e também por ter várias mineradoras buscando o ouro enterrado em suas entranhas. Uma cidade pequena, com muitas histórias de luta e resistência do Padre Joaquim, espanhol que fez uma revolução em prol da cidade, construindo vilas, hospital e até mesmo abrigo para menores. O corpo de Padre Joaquim foi enterrado no altar da Igreja Matriz, sendo adorado por muitos.

No dia 9 de agosto, depois de andar, fazer amizades e conhecer uma pouco mais da cidade e suas histórias, partimos para o Hotel Sesc Porto Cerrado, que integra o SESC Pantanal, banhado pelo Rio Cuiabá e vários outros afluentes. O hotel fica por volta de 45 km da cidade, conhecido por ser um porto cercado pela maior reserva particular do país. Uma estrutura de encher os olhos, com natureza bem preservada e uma diversidade de animais silvestre espalhados por todos os lados.

Seguimos e voltamos para a cidade, onde seria nossa apresentação. Chegamos já com algumas crianças fazendo suas atividades de lazer. À nossa espera estava a Josenira, responsável pela parte cultural da unidade e parceira da caravana. Com tudo montado, a sanfona começou a tocar, para alegria do diretor, que é alagoano pode relembrar uma pouco do seu estado. Os bonecos subiram e a brincadeira começou. O público era pequeno, porém participativo. Ao longo dos 45 minutos compartilhamos muitas com um gostinho de até breve.



LOGO MAIS... RELATOS DE RONDÔNIA

E foi assim que a caravana saiu do Cerrado, passou pelo Pantanal e finalizou sua passagem por Mato Grosso. Agora, seguimos nos preparativos e para o estado de Rondônia. Por lá, nossa primeira parada é na cidade de Vilhena. Evoé Mamulengos do Cerrado Rumo à Floresta e seus encantamentos...

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Caravana Mamulengos do Cerrado Rumo à Floresta - 2018

Em agosto de 2018, o Mamulengo Sem Fronteiras realiza a Caravana Mamulengos do Cerrado Rumo à Floresta. Saindo de Taguatinga e acompanhados do nosso grupo parceiro Mamulengo Fuzuê, iremos percorrer mais de 10.000 km, passando pelos estados do Mato Grosso, Rondônia e Acre. Em cada pouso, realizaremos apresentações, diálogos e troca de saberes para celebrar a arte do encontro. A Caravana parte no dia 1ºde agosto e viaja até o fim do mês.

O objetivo central do projeto é difundir o Teatro de Bonecos Popular do Nordeste, tradição também chamada de Mamulengo e reconhecida como patrimônio cultural do Brasil. Além disso, a Caravana busca realizar troca de saberes entre diferentes tradições culturais, promovendo debates sociais e ambientais, que tomam como ponto de partida o bioma de cada comunidade visitada.

Saindo do Distrito Federal, região com grande concentração de brincantes mamulengueiros, a Caravana percorrerá 12 cidades e comunidades próximas a rios de grande importância para as regiões Centro-Oeste e Norte. Os espetáculos, com roteiro lúdico tradicionalmente adaptável ao público, irão abordar a preservação das matas e das águas, conectando Cerrado, Pantanal e Floresta Amazônica, através da tradição.

Essa será a 3ª edição da Caravana Mamulengos do Cerrado, que já realizou duas outras viagens, em 2015 e 2016. O projeto conta com financiamento do Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Cultura do Governo do Distrito Federal.



HISTÓRICO DA CARAVANA

Caravana Mamulengos do Cerrado (2015)
A primeira Caravana aconteceu em setembro de 2015, quando os grupos Mamulengo Sem Fronteiras e Mamulengo Fuzuê partiram do Mercado Sul de Taguatinga (DF), o Beco da Cultura, rumo ao interior de Minas Gerais, Goiás e Tocantins. Percorrendo quase 4.000 km, a Caravana Mamulengos do Cerrado passou por 12 cidades e povoados, realizando apresentações em feiras e praças. Além de alegria e encantamento, o projeto intermediou diálogos entre a tradição mamulengueira e as culturas tradicionais de cada comunidade.

Caravana Mamulengos do Cerrado Rumo à Caatinga (2016)
Em 2016, a segunda caravana levou o Mamulengo Sem Fronteiras a buscar a raiz da tradição que o abençoa: o Nordeste do Brasil. Saindo de Taguatinga (DF), o grupo percorreu mais de 8.000 km, em um mês de apresentações e vivências com mestres bonequeiros do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. Uma viagem coletiva, que comemorou os 20 anos de Mamulengo Sem Fronteiras. O projeto realizou ainda apresentações e encontros da Rede Brasileira de Teatro de Rua.


PROGRAMAÇÃO

Mato Grosso

Tangará da Serra – 01 a 05 de agosto
Santo Antônio de Leveger – 08 e 09 de agosto
Cuiabá – 06 e 07 de agosto
Poconé – 10 e 11 e agosto

Rondônia
Vilhena – 13 e 14 de agosto
Ji-Paraná – 15 e 16 de agosto
Ariquemes – 17 e 18 de agosto
Porto Velho – 19 e 20 de agosto

Acre
Rio Branco – 21 de agosto
Senador Guiomard – 22 de agosto
Plácido de Castro – 23 de agosto
Bujari – 24 de agosto
 

SERVIÇO
Caravana Mamulengos do Cerrado Rumo à Floresta


Classificação indicativa: Livre
Entrada: Franca
Informações: 61 9.8425.7233
Acompanhe nas redes: f/mamulengosemfronteiras.bonecos 

segunda-feira, 9 de julho de 2018

22° Festival Espetacular de Teatro de Bonecos acontece em Curitiba


Acontece entre os dias 9 e 15 de julho a 22ª edição do Festival Espetacular de Teatro Bonecos, que traz ao público peças teatrais, exposições e oficinas. Vinte e nove companhias apresentam atrações para adultos e crianças. No domingo, dia 8, haverá um cortejo de bonecos na feira do Largo da Ordem. 

Um dos destaques do festival é o grupo mineiro Pigmalião – Escultura que se mexe, que encena a premiada “Mordaz”, peça que utiliza máscaras e marionetes para discutir relações de poder. O grupo também fará oficinas para a construção de bonecos. 

No salão de exposição do Teatro Guaíra haverá apresentações de teatro em miniatura durante toda a semana, além de uma mostra com o acervo de Miguel Krigsner, fundador do Grupo Boticário e idealizador do personagem Dr. Botica. 

Na terça-feira, dia 10, o festival homenageia os 30 anos do espetáculo infantil “Maria das Cores e seus amores”, da bonequeira Olga Romero. Haverá ainda uma sessão especial para as crianças do Hospital Pequeno Príncipe. 

Em sua terceira participação o grupo  mamulengo Sem Fronteiras de Brasília trás para o festival o espetáculo  As aventuras de Baltazar no Reino dos Mamulengos, que contam a historia das terras de são sarué, onde tudo que se imaginam  nas terras pode  acontecer.


O Festival Espetacular de Teatro Bonecos é uma iniciativa do Centro Cultural Teatro Guaíra em parceria com a Associação Paranaense de Teatro de Bonecos. 



Serviço:
22º Festival Espetacular de Teatro de Bonecos
As apresentações ocorrem pela manhã, tarde e noite no salão de exposição e no miniauditório do Teatro Guaíra, Teatro Zé Maria Santos, Biblioteca Pública e Teatro de Bonecos Dr. Botica. 
A programação completa está disponível no site do Teatro Guaíra.
Os ingressos custam R$10
https://issuu.com/teatroguaira/docs/revista-22ofetb-web

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Mamulengo de RAPente 2018

O projeto Mamulengo de RAPente está de volta à cena da cidade, esquentando o inverno com a união calorosa entre o RAP, o Mamulengo e o Rapente. Durante o mês de julho de 2018, o festival passará por Taguatinga, Ceilândia e Samambaia, realizando rodas de prosa, oficinas e apresentações com diversos artistas. Sempre com entrada franca e livre para todos os públicos.
Essa é 3ª edição do Mamulengo de RAPente, que propõe integrar essas três linguagens fortemente presentes na cultura brasileira, artes latentes da nossa gente, unindo diferentes brasis e gerações. São manifestações de origens distintas, que possuem singularidades conectadas pelo jogo de palavras, musicalidade, improviso e abordagens de crítica social.
No Mamulengo, do Nordeste para o mundo, bonecos ganham vida em enredos tradicionais que se refazem diante de cada público, costurados pelas canções dos músicos brincantes. No Rapente, a astúcia, a métrica, o fantástico e a poesia desafiam cantadores e público pelo ser[tão] de todo o mundo. No Rap, a rima, o beat, o manifesto e a voz das periferias ecoam realidades e sonhos de um Brasil que emana transformação.

TAGUATINGA
Edição especial na 53ª Ecofeira do Mercado Sul07 de julho (sábado)
Mercado Sul de Taguatinga – QSB 12/13
14h: Oficina de Rap – Rapadura Xique-Chico
14h: Oficina de Xilogravura – Bruno Matos
14h: Oficina de Confecção de Bonecos de Mamulengo – Algodão e Miguel Mariano
16h: Roda de Prosa Cultura Popular e Urbana: “Ocupação e utilização de espaços públicos e comunitários”
18h: Mamulengo Sem Fronteiras: As aventuras de Baltazar no Reino dos Mamulengos
20h: Chico de Assis e João Santana
21h: Show Encontros: Thabata, Mamulengo Fuzuê, Chico de Assis e João Santana
22h: Rapadura Xique-Chico
Durante toda a programação: feirinha de artesanato, alimentação, trocas e produtos com princípios ecológicos e solidários

CEILÂNDIA
Apresentações Culturais e Roda de Prosa
22 de julho (domingo)
Casa do Cantador – QNN 32, Ceilândia Sul
17h: Roda de Prosa Cultura Popular e Urbana: “Ceilândia – identidade cultural e resistência”
18h: Chico de Assis e João Santana
19h: Mamulengo Fuzuê
20h: Markão Aborígine – lançamento do CD “Atemporal: o álbum do fim”
21h: Show Encontros: Rafinha Bravoz, Mamulengo Fuzuê e Chico de Assis e João Santana
22h: Dj Palito (residente Sarau-VA)
** Intervenção poética do Sarau-VA durante toda a programação
Oficinas
20 de julho (sexta-feira)
De 18h às 22h
Jovem de Expressão – EQNM 18/20, Praça do Cidadão, Ceilândia Norte
Rap – Rafinha Bravoz
Grafite – Guga Isaías
Repente – Donzílio Luiz
Brincando Mamulengo: Manipulação de Bonecos – Thiago Francisco (Mamulengo Fuzuê)

SAMAMBAIA
Apresentações Culturais e Roda de Prosa
28 de julho (sábado)
Praça do Pastel – QS 406, Samambaia Norte
16h: Roda de Prosa Cultura Popular e Urbana: “Das batalhas de poesia à batalha por direitos”
17h: Pegada Black
18h: Batalha de Rimas
19h20: Donzílio Luiz e Valdenor de Almeida
20h: Rafinha Bravoz e VeiOeste
20h40: Mamulengo Presepada
22h: Final da Batalha de Rimas
21h20: Show Encontros: Lília Diniz, Mamulengo Fuzuê e Markão Aborígine
Oficinas
De 16h às 21h
Espaço Imaginário Cultural
QR 103, Conjunto 5, Samambaia Sul
25/07: Poesia Marginal – Markão Aborígine
25/07: Na rima da vida: Iniciação à poesia – Lília Diniz
27/07:  Mamulengos, historias e Brincadeiras: Manipulação de Bonecos – Walter Cedro -Mamulengo Sem Fronteiras 


segunda-feira, 18 de junho de 2018

Semana "Gente como a gente"

Semana "Gente como a gente" da empresa Votorantim Regional Brasília, de 19 a 21 de Junho, Unidade Sobradinho
19/06 Espetáculo "As aventuras de Baltazar no Reino dos Mamulengos" - Mamulengo Sem Fronteiras
20/06 - Espetáculo "Exemplos de Bastião" - Mamulengo Sem Fronteiras





segunda-feira, 11 de junho de 2018

6° Festival Cultural no Gama




Começa dia 13/06 o 6° Festival Cultural,serão 21 apresentações artísticas com entrada franca, no Espaço Cultural Bagagem, Q. 40 lote 16 Setor Central Gama. Este projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do DF.
Programação: 
13/06
10:30 - Espetáculo: Domadora de bicicleta
Marmotagem & Cia Clowtêmporaneo, 
15:00- Espetáculo: Abençoado e Bendizido
MAMULENGO FUZUÊ 
14/05
10:30 - Espetáculo: “Exemplos de Bastião”
Mamulengo Sem Fronteiras 

15:00 - Espetáculo: A flor do Sertão
Cidade dos Bonecos 
15/06
10:30 - Espetáculo: Trapa mágicas
Um ato produção artística. 
15:00- Espetáculo: Inesperável Público
Cia. Concertina 
19:00- Espetáculo: O Romance do Vaqueiro Benedito
Grupo de Teatro Mamulengo Presepada
16/06
17:00-Espetáculo: Inka Clown Show 
Cia. Circo Rebote 
19:00- Espetáculo: Santo Ciço
Cia de Teatro H2O
17/06
10:30 - Espetáculo: Contos para acordar   
Bagagem Cia de Bonecos 
18/06
15:00 -Espetáculo: O Segredo
Cia Burlesca 
19/06
10:30- Espetáculo: Os Palhaços Vendilhões
MultiCultural 
15:00- Espetáculo: A natureza da Gente 
Mamulengo Cagaita 
20/06
10:00- Espetáculo: O Menino Feio
Cias de Teatro Caricaturas 
15:00- Espetáculo: Hoje tem espetáculo? Tem Sim Senhor!
Circo Boneco e Riso 
21/06
15h- Espetáculo: O Conto do Baú
Cia Expressão de Arena 
22/06
15:00-Espetáculo: O Macaco e a Velha 
Mistura Íntima
19:00- Espetáculo: Crônico Cômico 
Claudio Falcão
23/06
17:00- Espetáculo: Simbora Menino 
Grupo: Tumba La Catumba 
19:00- Espetáculo: {Entre} Cravos & Lírios 
Grupo, BR SA Coletivo de Artistas.
24/06 
10:30h- Espetáculo: Tramoias para enganar a morte 
Voar teatro de bonecos

sábado, 9 de junho de 2018

Secretaria de Cultura lança FAC Regionalizado 2018

Nesta sexta-feira (8), às 19h, a Secretaria de Cultura realizou, no Foyer da Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Claudio Santoro, a cerimônia de lançamento do edital Regionalizado do Fundo de Apoio à Cultura (FAC). 

Esta é a terceira edição do edital, um marco da democratização do Fundo de Apoio à Cultura, fazendo com que regiões que nunca participaram pudessem ter projetos aprovados. Nesta nova edição serão R$ 8,04 milhões para 121 novos projetos. Em três anos do edital, foram quase R$ 23 milhões investidos para a descentralização de atividades culturais para a população.

Na cerimônia, após apresentação do grupo de teatro de bonecos Mamulengo Sem Fronteiras, acompanhado de um trio de forró, o governador Rodrigo Rollemberg expressou felicidade com mais um compromisso cumprido com a comunidade cultural e afirmou a importância da regionalização e desburocratização no acesso aos recursos do FAC. “Essa é uma mudança extremamente significativa, deixando claro a importância da cultura como instrumento de transformação da cidade.”

O secretário de Cultura, Guilherme Reis, destacou que o FAC é o maior e mais democrático Fundo de Apoio à Cultura do país. Para o poeta Luiz Vitelli, do Conselho de Cultura do DF, antes dos editais regionalizados havia dificuldades para o fazedor de cultura da periferia acessar os recursos do fundo. “Quando o estado nos oferece sempre será pouco, mas há de se reconhecer que houveram muitos avanços”, afirma.

A líder espiritual do candomblé brasiliense e conselheira regional de cultura do Lago Norte, Mãe Baiana, defendeu que a regionalização do FAC é um passo importante rumo à valorização das Regiões Administrativas.” A ideia de regionalizar o FAC não poderia ter sido diferente porque nós, temos de valorizar o nosso povo, cada grupo, cultura. Precisamos valorizar o nosso chão: o chão do Paranoá, de Sobradinho, de Taguatinha, e todas as RAs e seu povo.”

Os projetos inscritos poderão propor quaisquer formatos, atividades ou ações, contemplando as diversas etapas da cadeia produtiva em qualquer área cultural, tais como Artes Visuais e Fotografia; Artesanato; Audiovisual; Cultura digital; Manifestações Circenses; Cultura Popular; Dança; Design e Moda; Gestão, pesquisa, difusão e capacitação nas áreas artística e cultural; Literatura; Música; Ópera e Musical; Patrimônio histórico e artístico, Teatro, entre outras.

Com o objetivo de descentralizar a execução dos projetos e democratizar o acesso aos recursos disponibilizados pelo Fundo, promovendo o intercâmbio e a difusão cultural nas regiões do Distrito Federal, os projetos deverão ser realizados em oito macrorregiões que contemplam as seguintes Regiões Administrativas:

Gama; Santa Maria; Park Way (apenas projetos para a Vila Cauhy,  Vargem Bonita, Coqueiros e Córrego da Onça); Núcleo Bandeirante, Candangolândia, Cruzeiro, Vila Telebrasília; Vila Planalto; Taguatinga; Águas Claras; Vicente Pires; Guará; Recanto das Emas; Riacho Fundo I; Riacho Fundo II; Planaltina; Fercal; Sobradinho I; Sobradinho II; Itapoã; Varjão; Paranoá; São Sebastião; Jardim Botânico; Estrutural; Brazlândia; S.I.A; Samambaia e Ceilândia.




quinta-feira, 7 de junho de 2018

Lançamento do Edital FAC Regionalizado

Sexta dia 08/06 as 19hs no Foyer da Sala Villa- Lobos do Teatro nacional Claudio Santoro. levem toda a Família ,Entrada Franca...



quinta-feira, 31 de maio de 2018

90º Feira do Troca , de Olhos D’Água -GO

Vem aí  a  90º Feira do Troca , o evento mais tradicional de Olhos D’Água. 

Será realizada nos dias 01,02 e 03 de junho a 90º edição da Feira do Troca de Olhos D’Água, Distrito de Alexânia (GO), a 100km de Brasília. A tradicional feira que segue o costume de ser realizada duas vezes por ano, desde 1974, recebe cerca de 8 mil visitantes por edição e é de grande importância para o distrito, pois movimenta a região culturalmente e economicamente.

História da Feira

A partir da observação do costume local de Olhos D’Água,  de utilizar o escambo como forma de comercialização, a professora Laís Aderne, em 1974, criou a feira do troca, realizando um evento onde onde se trocavam roupas, e utensílios domésticos usados, trazidos pelos visitantes de cidades vizinhas, por produtos do vilarejo.
com a globalização foi se perdendo um pouco da troca, porém ainda existe a tradição da troca justa, onde a satisfação e entendimento entre ambas as partes falam mais alto. Nos dias de hoje a Feira do Troca se consolidou como um grande evento cultural e turístico, que apresenta ao público atrações musicais, danças tradicionais e especiarias da gastronomia local, além de diversas barracas, onde se comercializam desde artesanato até eletrônicos usados em bom estado de conservação.
A feira sempre levou  apresentações de todos os estilos, esse ano está cheia de novidades e antigos parceiro como o grupo residente em olhos D´água Mamulengo Sem Fronteiras,que mora em  um pedaço de paraíso chamado Terras de São Sarué  as margens do rio galinha, venham e tragam toda a sua Família e boa trocas....
Programação..